terça-feira, 10 de novembro de 2009

Podemos sair pelo dia pela noite pelo pranto...
Pelo suco, pelo cinto que aperta o sentir
Pela lua, negra ou branca... Pelo entardecer das bromélias ou de vegetais formando espécie de néons que molduram qualquer coisa além de mim... E ainda assim não encontramos Deus

Permite continuar nessa rua ora imunda, ora doce... Que acalenta, mas que mata, maltrata...
Que não beija minha boca, nem toma meu corpo... Mas que está e se esconde dentro de mim, do que sou, do que fui...
De uma hora para outra parece ser uma partícula do sol que cai entre lamaçais de perturbações desconcertantes... Ainda assim não encontro Deus

Então te busco...
Em meus sonhos, aspirações mais íntimas, entre poeiras - estantes - bibliotecas
telas frias... reticências confusas... Calçadas de gélido concreto ou ainda pior em cruzes penduradas aqui ou alí... Busco e grito... Onde te escondes Deus?

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sábado, 7 de novembro de 2009

Maria


Entre uma e outra me assumo Maria...

Maria sem graça
A que vai com as outras
Breteira
Brejeira
Sem eira nem beira

Maria de mim
Pequena assim
Desenho sem cor
ou pudor ou sabor...

Maria de Cristo
Pura
Santificada
Talvez inventada

Maria atriz
Sem dom ou tom
Sem medida
Pouco atrevida

Maria poeta
Poetisa nem pensar
Escrever sem querer
brincar sem rimar

Somos todos Marias...

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